Gestão de resíduos: canteiro que gera menos, separa melhor e comprova destino.
Plano de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil (PGRCC), estratégia Lixo Zero e rastreabilidade dos MTRs — conforme CONAMA 307, ABNT NBR 10.004 e a legislação de Porto Alegre.
Gestão de Resíduos e Estratégia Lixo Zero
Menos resíduos destinados a aterros. Mais materiais mantidos em circulação.
>75%
Desvio de aterro
-30%
Geração por m²
CONAMA 307
Marco regulatório
100%
Rastreabilidade MTR
A MON estrutura a gestão de resíduos desde a origem, com estações de segregação nos pavimentos em execução — e não apenas no canteiro central. O processo inclui treinamento das equipes, contratação de transportadores e destinadores licenciados, definição de metas e acompanhamento de indicadores por metro quadrado de obra.
Cada carga é controlada por tipologia, volume ou massa, transportador, destinador e respectivo Manifesto de Transporte de Resíduos — MTR, garantindo rastreabilidade documental e integração dos resultados aos relatórios ESG da construtora ou incorporadora.
Em empreendimentos com metas LEED® ou GBC Brasil®, a estratégia é definida conforme a versão e o sistema de certificação aplicável. No LEED v4, por exemplo, o desvio de 75% dos resíduos, associado ao atendimento dos fluxos materiais exigidos, pode alcançar a maior pontuação do crédito de gerenciamento de resíduos da construção e demolição.
Obras com meta Lixo Zero
Para obras comprometidas com a estratégia Lixo Zero, desenvolvemos planos voltados à prevenção da geração, reutilização no próprio empreendimento, reciclagem, logística reversa e destinação ambientalmente adequada. O coprocessamento é avaliado apenas para os materiais sem alternativa técnica viável de reaproveitamento ou reciclagem.
Com planejamento operacional, segregação eficiente e treinamento contínuo, é possível superar 90% de desvio de aterro. A diferença entre um desempenho mediano e uma obra de alta eficiência geralmente está na gestão cotidiana, na qualidade da separação e no engajamento das equipes — não necessariamente em grandes investimentos adicionais.
Conformidade e indicadores
A gestão é estruturada conforme:
- Resolução CONAMA nº 307, incluindo a classificação dos resíduos da construção civil nas classes A, B, C e D;
- ABNT NBR 10004, para classificação dos resíduos quanto à periculosidade;
- Legislação estadual e municipal aplicável;
- Condicionantes ambientais, planos de gerenciamento e requisitos específicos de cada certificação.
O painel de desempenho é revisado periodicamente com a equipe da obra e a incorporadora, apresentando geração total, indicador por metro quadrado, percentual de desvio de aterro, destinação por classe e documentação pendente.
Mais do que retirar resíduos do canteiro, a MON transforma a gestão de materiais em rastreabilidade, economia circular e resultado ESG mensurável. 🌿
Perguntas frequentes
Meta lixo zero em canteiro é viável no Brasil?
Sim. A média brasileira envia 60%+ do entulho ao aterro; canteiros bem geridos ficam abaixo de 20%. Lixo zero equivale a mais de 90% de desvio de aterro, alcançável com segregação na origem, destinadores homologados e meta contratual.
O que é um PGRCC?
Plano de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil. É documento obrigatório pela CONAMA 307 desde 2002 e requisito de licenciamento. Em canteiros de referência, é sistema operacional vivo, não peça burocrática.
MTR é a prova documental do destino?
Sim. O Manifesto de Transporte de Resíduos é o rastro completo — gerador, transportador e destinador licenciados, com o Cadri quando aplicável. Sem MTR, o resíduo não tem destino comprovável para relatório ESG ou auditoria de certificação.
Quanto o desvio de aterro vale em LEED?
MRc2 (Construction and Demolition Waste Management) vale até 2 pontos e exige desvio ≥ 75%. Em GBC Brasil Condomínio, os créditos análogos somam entre 2 e 3 pontos.